Lista:

 

1       Origem e histórico do Eucalipto no Brasil

O eucalipto é uma espécie florestal do grupo das folhosas, exótica ao Brasil, pertencente ao gênero Eucalyptus. O gênero inclui mais de 700 espécies (são mais de 800, segundo Flores et al. 2016), quase todas originárias da Austrália, existindo apenas um pequeno número de espécies originárias de territórios vizinhos, como Nova Guiné e Indonésia, além de uma espécie originária do norte das Filipinas (ESALQ, 2003).

Foi inserido na silvicultura brasileira inicialmente como planta ornamental (no século XIX) e em 1868 começou a ser utilizado na produção de lenha e também como barreira a ventos. Já no início do século XX passou a ser utilizado na produção de dormentes de ferrovias, de postes e como combustível de locomotivas. À época, e com esse objetivo, o silvicultor Edmundo Navarro de Andrade introduziu espécies e produziu eucalipto no Horto Florestal de Rio Claro, em São Paulo[1] (IMA FLORESTAL, 2015; SNIF, 2017).

No Brasil, o rápido crescimento das florestas plantadas ocorreu nas décadas de 1960 e 1970, quando incentivos fiscais induziram investimentos expressivos. Foelkel (2005) menciona que em poucos anos foram plantados cinco milhões de hectares. O objetivo era aumentar rapidamente a oferta de madeira, principalmente para a indústria de celulose. Com os passar dos anos, a política mudou e, em longos períodos, houve o que o setor classifica como “apagão florestal”, ou seja, incapacidade de atender a demanda potencial.

A utilização do eucalipto em larga escala na indústria de papel e celulose iniciou-se no final da década de 1950 e, ao longo dos anos, se consolidou com a principal matéria prima para a produção de celulose de fibra curta (SNIF, 2017).

 

2       Espécies de eucalipto

Apesar da grande diversidade de espécies reconhecidas botanicamente (700-800, segundo alguns autores), o número de espécies que têm importância comercial no Brasil não chega a três dezenas. As propriedades físicas e químicas das espécies são muito diversas, o que faz com que haja algumas mais adequadas para certas finalidades, tais como a produção de celulose e papel, outras para a indústria de móveis, para a produção de chapas de fibras, para uso como lenha, para a produção de carvão vegetal, para uso na indústria bioquímica, como estacas, dormentes, etc.

A escolha da espécie de eucalipto mais adequada deve levar em conta as condições climáticas de um dado local e o sistema de produção. Devem ser considerados também aspectos tais como velocidade de crescimento, características silviculturais desejáveis (e.g., incremento, forma da árvore, necessidade de desrama, etc.), adaptação às diversas condições de clima e solo, facilidades de propagação, tanto por sementes como por via vegetativa, e possibilidades de utilização para os mais diversos fins.

No Brasil, em função das características de suas madeiras, as espécies mais utilizadas são o Eucalyptus grandis, o Eucalyptus saligna, o Eucalyptus urophylla, o Eucalyptus viminalis e os híbridos de E. grandis x E. urophylla e Eucalyptus dunnii (esse, na Região Sul do Brasil). Para a Região Sul, também é relevante a utilização do Eucalyptus benthamii, devido à sua alta tolerância a geadas (SANTAROSA; PENTEADO JUNIOR e GOULART, 2014).

As espécies Eucalyptus grandis e urophyla são as mais empregadas na produção de celulose, devido à densidade (média entre 400-600 kg/m³) e por sua fibra ter cor clara. Principalmente para a indústria de celulose e papel, grande parte dos plantios é de híbridos, ou seja, árvores obtidas através da combinação genética entre duas espécies distintas. O híbrido mais comum é justamente resultado da combinação do Eucalyptus grandis e urophyla, denominado “urograndis”. Individualmente, a espécie mais plantada no Brasil é o Eucalyptus grandis (EMBRAPA, 2014).

O uso da madeira de eucalipto para fins energéticos pode ocorrer como lenha, na produção de carvão vegetal, na forma de cavacos e briquetes ou, ainda, na produção de etanol combustível (tecnologia ainda em desenvolvimento). Segundo a EMBRAPA (2014), para fins energéticos pode-se utilizar a espécie E. cloeziana em regiões de clima tropical, ou alguns clones. Alguns autores não recomendam o uso de E. grandis e E. saligna para fins energéticos pois a madeira tem maior densidade somente a partir dos 12 anos de idade (SANTAROSA, PENTEADO JUNIOR & GOULART, 2014).

Todas as espécies do gênero eucalipto são sensíveis a temperaturas extremamente baixas, sendo esse o maior impedimento ao cultivo do gênero em regiões de clima temperado. A maioria das espécies sofre danos abaixo de 0°C e somente poucas sobrevivem quando as temperaturas chegam a -15°C e -18°C. As espécies de eucalipto resistentes a geadas são originárias das regiões montanhosas da Austrália e, em geral, possuem lento crescimento, o que as desclassifica para o uso para fins energéticos (SANTAROSA, PENTEADO JUNIOR & GOULART, 2014).

A tabela abaixo ilustra as principais espécies cultivadas no Brasil e seus respectivos usos.

Espécies de eucalipto e seus principais usos no Brasil
  • Notas: * Espécies que só produzem madeira com maior densidade a partir de 12 anos; devem ser evitadas para “energia” (EMBRAPA, 2014); predomina em regiões tropicais.
  • ** Espécie indicada para “energia” em regiões tropicais (EMBRAPA, 2014)
  • *** Espécie indicada para “energia” em regiões sub-tropicais (EMBRAPA, 2014). É a segunda melhor espécie para onde há geadas; a melhor é E. benthamii.
  • + EMBRAPA (2014); uso “energia”

 

3       Estatísticas Gerais do Eucalipto no Brasil

O setor brasileiro de árvores plantadas é mundialmente reconhecido pela alta produtividade de suas áreas (volume anual de madeira produzida por unidade de área), sendo responsável por 91% de toda a madeira produzida para fins industriais e 6,2% do PIB Industrial do país (IBÁ, 2017). Com uma produtividade média de 35,7 m³/ha ao ano para os plantios de eucalipto, em 2016 o país liderou o ranking global de produtividade florestal, resultado tanto das condições favoráveis de clima e solo, quanto dos investimentos contínuos das empresas do setor no aprimoramento do manejo.

Em 2016, a área total de árvores plantadas no Brasil totalizou 7,84 milhões de hectares, com um crescimento de 0,5% em relação a 2015, especialmente pelo plantio de eucalipto (que corresponde a cerca de 71% da área total). Além desse gênero, são cultivados também no país espécies dos gêneros pinus (21% da área total), entre outras em menor escala, como a seringueira, acácia, teca, araucária, etc. (ver figura a seguir). As áreas plantadas estão majoritariamente nas regiões Sudeste e Sul (62% do total), em razão da localização das principais unidades industriais dos segmentos de celulose e papel, painéis de madeira industrializada, e madeira mecanicamente processada.

Área total de florestas plantadas no Brasil entre 2010 e 2016, de acordo com a espécie.

Os plantios de eucalipto ocupam 5,7 milhões de hectares[2] e estão localizados principalmente em Minas Gerais (24%), São Paulo (17%) e Mato Grosso do Sul (15%), sendo este último responsável pela expansão nos últimos anos, com uma taxa de crescimento de 13% a.a. (IBÁ, 2017), enquanto nos demais estados há ligeira queda, como mostra a figura a seguir.

Evolução da área plantada de eucalipto nos principais estados produtores entre 2010-2016.

Do total produzido em 2016, 70,74 milhões de m³ foram destinados ao setor de papel e celulose, 46,94 milhões de m³ ao setor industrial, para uso como lenha, e 21,46 milhões de m³ destinados à produção de carvão vegetal, conforme síntese apresentada a seguir.

Destino do eucalipto produzido no Brasil em 2016

 

4       Caracterização da biomassa

O Eucalyptus spp. possui as seguintes denominações taxionômicas (ESALQ, 2003):

O nome do gênero faz referência ao opérculo que cobre os órgãos reprodutores, podendo ser traduzido do grego como “boa cobertura”. Os frutos são lenhosos, ligeiramente cônicos, e possuem válvulas que se abrem para dispersar as sementes.

A árvore apresenta grande porte (usualmente entre 30 a 55 m de altura) e rápido crescimento, podendo viver mais de 100 anos. Seu tronco é ereto e esguio, com ramificação apenas na parte terminal, com ritidoma cinzento-claro, liso e que se solta facilmente (em longas tiras). A madeira é esbranquiçada, muito rica em água quando verde e que, ao quebrar, produz longas falhas aguçadas ligadas entre si por fortes fibras flexíveis. Quando cortada, a planta regenera rapidamente a partir da touça. Dessa forma, as plantações de eucalipto podem ser repetidamente cortadas sem necessidade de replante (ESALQ, 2003).

A produtividade de uma plantação de eucalipto está relacionada diretamente com o consumo e a disponibilidade de dióxido de carbono no meio, além da disponibilidade de água, radiação solar e de nutrientes. Durante a fase inicial do desenvolvimento de uma árvore, grande parte dos carboidratos é utilizada para a produção de biomassa da copa. Aos três anos, uma floresta comercial de eucalipto tem entre 15 e 20% de sua matéria seca nas raízes, 10 a 12% nas folhas, 8% nos ramos, 10% na casca e entre 50 a 55% na madeira do tronco. Posteriormente, quando as copas começam entrelaçar-se e a competir entre si, a produção relativa de tronco aumenta e a de folhas e ramos diminui gradativamente (SCHUMACHER & VIEIRA, 2016). Conforme ilustrado na figura a seguir, aos sete anos a madeira do tronco passa a representar 70-75% da biomassa total, embora se deva observar que a distribuição de carboidratos resultantes da fotossíntese e o padrão de crescimento estrutural dos diferentes componentes de uma árvore podem ser distintos em função dos fatores edafoclimáticos do sítio.

Distribuição percentual da biomassa em função da idade do povoamento de Eucalyptus spp.

A produtividade de uma floresta de eucalipto é frequentemente expressa como IMA (Incremento Médio Anual), que se refere aos metros cúbicos de tronco, com ou sem casca, que se produz por hectare em um ano (valor médio ao longo da idade da árvore, quando é colhida). Os valores mais usuais de produtividade florestal em plantações de eucalipto no Brasil variam entre 30 a 60 metros cúbicos sólidos de tronco com casca por hectare, por ano, para florestas que são colhidas por corte raso entre 6 a 7 anos.

Embora possam existir outros constituintes das árvores (galhos, folhas, touças/cepas), a madeira e a casca são os principais materiais da biomassa florestal primária, em quaisquer de seus tipos. Para avaliar a qualidade desses materiais para fins energéticos, uma série de parâmetros técnicos qualitativos e quantitativos deve ser considerada, contemplando desde a umidade, até a composição das cinzas[3].

 

5       Manejo Florestal

O plantio é uma das operações mais importantes para o sucesso da implantação florestal, devendo ser pautado por práticas silviculturais (EMBRAPA, 2014). O primeiro passo é escolha da espécie a ser plantada, considerando as exigências de clima e solo, a finalidade do plantio, o tempo de rotação da cultura, produtividade e rentabilidade esperadas, custo de implantação, disponibilidade de sementes e mudas, qualidade e versatilidade do produto, resistência a pragas, etc.

O plantio pode ocorrer de duas formas: mecanizado/semi mecanizado, que são empregados nas áreas mais planas; ou manual, em locais onde o relevo acidentado não permite a entrada das maquinas. Deve-se definir o tamanho do talhão levando-se em conta a distância máxima de arraste da árvore cortada (não ultrapassando 150m). A dimensão do talhão também é importante para a proteção da floresta em caso de incêndio (EMBRAPA, 2014).

Os aceiros separam os talhões e servem de ligação às estradas de escoamento da produção. Podem ser internos (com largura de 4 a 5 m), ou de divisa (com largura de 15 m). A cada quatro ou cinco talhões recomenda-se ainda que se estabeleçam aceiros internos de 10 m de largura. A área total ocupada por aceiros, em áreas planas ou suavemente onduladas, deve ser da ordem de 5% da área útil (EMBRAPA, 2014).

No processo de correção do solo, a calagem é prática obrigatória, apesar do eucalipto ser tolerante à acidez e ao alumínio. Porém, o calcário é necessário pela exigência de cálcio e magnésio (SILVEIRA et al., 2001). Recomenda-se a subsolagem, com profundidade entre 40 a 60 cm, e o coveamento na linha subsolada (WILCKEN et al., 2008).

O espaçamento, ou densidade de plantio, é provavelmente uma das principais técnicas de manejo e impacta a qualidade e a produtividade da matéria-prima. Se a densidade for muito baixa, as árvores não aproveitarão todos os recursos disponíveis (água, nutrientes e luz), havendo baixa produção. Em contrapartida, se a densidade for muito elevada, tais recursos não serão suficientes para atender a demanda, acarretando diminuição do volume e da qualidade das árvores (EMBRAPA, 2014).

O espaçamento das mudas depende principalmente da fertilidade do solo e do regime das chuvas. Em regiões com períodos secos inferiores a 60 dias, pode-se utilizar espaçamentos menores (3,0 x 2,0m, de forma padrão), e em regiões com secas mais severas recomenda-se espaçamentos maiores (3,0 x 2,5 m ou 3,0 x 3,0 m) (WILCKEN et al., 2008). Quanto à forma dos espaçamentos, os quadrados ou retângulos são os mais indicados e praticados (EMBRAPA, 2014).

Por fim, a colheita das árvores envolve os processos de corte, transporte e armazenamento adequado da madeira até a comercialização. O ciclo de corte está ligado ao objetivo final da madeira, sendo geralmente realizado aos 7 e 14 anos. Podem ser utilizadas desde a motosserra para cortes em plantios menores, até maquinários específicos para colheita florestal em áreas maiores. A colheita florestal deve ser rápida e eficiente, uma vez que as atividades de colheita e transporte representam aproximadamente 60 a 80% dos custos totais de produção (SANTAROSA E PORFIRIO-DA-SILVA, 2014; WILCKEN et al., 2008).

 

6       Custos de produção

Os custos da madeira na unidade industrial têm três componentes: os custos de formação da floresta, que são conhecidos como custos de implantação, os custos de corte (e carregamento), e os custos de transporte do campo até a indústria.

Custos de implantação

Os custos de implantação da floresta são aqueles que estão associados à preparação do terreno e do solo, ao plantio, e à manutenção (i.e., controle de formigas, doenças, limpeza, eliminação de galhos e ramas, e retirada das árvores de menor potencial). São maiores no primeiro ano e caem a partir do segundo, tendendo a serem pouco variáveis do terceiro até o ano do corte (primeiro ou único).

Os custos de implantação de um plantio de eucalipto dependem de vários aspectos, tais como destinação da madeira, adequação do terreno e qualidade do solo, ações de minimização de riscos, etc. Os principais componentes de custo de um plantio são:

  • ações de adequação do terreno para o plantio (e.g., limpeza, preparo);
  • número de mudas, que varia em função do espaçamento (que, por sua vez, também depende da destinação da madeira), e que determinam a densidade das plantas por hectare;
  • tratos culturais e controle de pragas e doenças, que dependem da quantidade e da frequência de aplicação de fertilizantes e agrotóxicos, por exemplo;
  • serviços (mão de obra e mecanização);
  • custos de administração e da terra.

Os custos típicos de implantação de florestas de eucalipto variam entre 6.362,00 R$/ha e 9.406,00 R$/há (em 2016), conforme pesquisa bibliográfica realizada no âmbito deste projeto. Podem variar significativamente, dependendo dos tratos culturais (LIMA FILHO et al., 2014) ou da declividade do terreno (IEMA, 2017). No gráfico a seguir são apresentados os doze resultados obtidos no levantamento feito, ordenados em valores crescentes.

Figura 5: Custos de implementação de florestas de eucalipto (R$/ha), segundo diferentes autores (valores corrigidos para 2016 pelo INCAF[4] -R$)

Custos de colheita e carregamento

Uma fração significativa dos custos da madeira corresponde à operação de colheita e carregamento do veículo de transporte. Algumas estimativas englobam os custos de transporte e, eventualmente, do armazenamento adequado da madeira até o momento de comercialização.

Existem vários sistemas de colheita de madeira, dependendo da topografia, do rendimento volumétrico da floresta, do uso final da madeira, das máquinas, dos equipamentos e dos recursos disponíveis. Segundo a EMBRAPA (2014), podem ser identificados os sistemas de colheita de toras longas, toras curtas, árvores inteiras e árvores completas. Podem ser utilizadas motosserras, quando de cortes em plantios menores, ou maquinários específicos para colheita florestal em áreas maiores; alguns equipamentos permitem o corte das árvores, sua limpeza, e o fracionamento em toras menores.

Fernandes et al. (2009) afirmam que no Brasil os sistemas de colheita de madeira mais comuns são os de árvores inteiras (também identificado como sistema norte americano, “full tree”) e de toras curtas (identificado como sistema escandinavo, “cut-lenght”) (mais adequados em áreas com topografia desfavorável).

O sistema de toras longas envolve o corte e desgalhamento das árvores no local, e o transporte, para posterior processamento. No sistema de toras curtas, as árvores são cortadas e processadas em toras, com dimensões de acordo com o uso final, ainda no campo. A combinação “Skidder + Feller-buncher” é considerada representativa do sistema de árvores inteiras, enquanto que o conjunto “Harvester + Forwarder” viabiliza sistemas de colheita com processamento das árvores no local (toras curtas) (Fernandes et al., 2009).

Feller-buncher” é um trator derrubador e amontoador, e um “Skidder” é um trator arrastador florestal. “Forwarder” é essencialmente um trator utilizado para a remoção das toras já cortadas, de dentro da floresta para a periferia dos talhões. “Harvester” é uma máquina de maior porte, que corta, desgalha, descasca e traça o tronco no tamanho desejado; normalmente não tem rodas, e sim esteiras. No Brasil, apenas 10 – 15% da colheita florestal é realizada com o harvester, e o sistema mais utilizado na colheita de eucalipto é o de toras curtas (cut-to-length), sendo a madeira deslocada para a margem da estrada ou para o pátio temporário na forma de toras com até 6 metros de comprimento (SIMÕES et al., 2010).

As estimativas de custos de corte e carregamento consideram a remuneração do capital investido e a vida útil dos maquinários. Esse é um fator a ser considerado quando da comparação dos custos. Outros aspectos importantes são as produtividades das principais máquinas, que variam com a velocidade de corte, o processamento e a movimentação da madeira, e a disponibilidade das máquinas, que por sua vez é influenciada pela idade e pela manutenção. A tabela a seguir apresenta uma síntese de informações disponíveis em estudos sobre custos de corte e carregamento em florestas plantadas de eucalipto.

Estimativas de custos de corte e carregamento em florestas plantadas de eucaliptos (valor corrigido, em R$/m3, para o fim de 2016)

Custos de transporte

A madeira cortada deve ser transportada para a unidade industrial de conversão, e o deslocamento é feito por caminhões. O custo do frete depende da distância, da maior ou menor demanda por sistemas de logística e da qualidade das estradas (parâmetro que influencia no raio econômico de transporte, visto que, para estradas de má qualidade, a distância máxima é de 80-100 km). IEMA (2017) apresenta custos para transporte de toras curtas, para três distâncias, em função da declividade do terreno (planos e acidentados), conforme dados de duas empresas relevantes do setor. Os valores são apresentados a seguir:

 

7       Aspectos controversos

Com o crescimento da área plantada com eucalipto, principalmente em regime de monocultura, surgiram críticas e discussões acerca de seus efeitos sobre o meio ambiente (VITAL, 2007). Os principais aspectos incluem o fato de ser uma espécie exótica a muitas regiões, o risco de elevação do déficit hídrico, o risco de erosão com impactos sobre a fertilidade do solo, e impactos negativos sobre a biodiversidade.

Impactos sobre os recursos hídricos

A controvérsia está associada ao elevado consumo d’água. Entretanto, os impactos são sobretudo locais e, como há florestas plantadas em diferentes regiões, é necessário analisar os impactos nos respectivos sistemas hídricos. Nas regiões em que há baixa disponibilidade de água e o balanço hídrico é deficitário, o plantio de árvores, como o eucalipto, pode ser problemático. Por outro lado, também pode ser uma estratégia para assegurar qualidade e disponibilidade de água, pois os plantios auxiliam na redução da velocidade do escoamento superficial bem como na movimentação de nutrientes, contribuindo tanto para a melhor qualidade d’água quanto para a recarga de aquíferos (OLIVEIRA et al., 2016).

Nos locais de clima tropical, o estresse hídrico é o fator limitante à produção do eucalipto, pois qualquer árvore que cresce até 30-40 m de altura (como o eucalipto), pode reduzir o volume d’água em pequenos riachos, dependendo da proximidade de seu plantio. Por isso, no plantio de qualquer espécie arbórea é necessário respeitar a distância mínima em relação aos córregos e às cabeceiras d´água. No Brasil, há mais de 50 anos existe o plantio de eucaliptos e, em nenhum local (ao se respeitar os limites de distância), o plantio levou à seca do solo (SANTAROSA, PENTEADO JUNIOR e GOULART, 2014).

O consumo d’água nas florestas de eucalipto situa-se dentro da faixa de consumo de outras espécies florestais, tendo valores de demanda – em mm de lamina d´água, por ano de cultura – bastante similar aos citros, café e à cana de açúcar. Em relação ao déficit anual d’água no solo e aos impactos sobre a dinâmica do fluxo d’água subterrânea, o eucalipto impacta como qualquer outra espécie florestal.

Erosão do solo

A atividade florestal, quando adotada sem a utilização de um eficiente sistema conservacionista, pode causar a degradação do solo, principalmente através da erosão hídrica (OLIVEIRA et al., 2011) decorrente do impacto das gotas de chuva sobre o solo, que causa a ruptura de seus agregados.

Usualmente os plantios de eucalipto são inseridos em ecossistemas sensíveis às perturbações. Assim, juntamente com as operações de manejo, colheita mecanizada da madeira, construção e manutenção de estradas florestais, os riscos de perda da capacidade produtiva dos solos aumentam. Com a adoção de práticas conservacionistas é possível minimizar as perdas de solo e água, garantindo produção com menor impacto ao meio ambiente e menor custo (SILVA et al., 2011).

Lima (1993) foi um dos pioneiros dos estudos sobre erosão hídrica em plantios florestais, tendo determinado durante quatro anos os efeitos no solo. Seus trabalhos indicaram que as perdas no primeiro ano de cultivo eram superiores àquelas do quarto ano. O mesmo foi demonstrado por Vital et al. (1999), que verificaram que as perdas de solo eram maiores no primeiro ano após o corte raso do eucalipto, porém ainda significativamente menores do que as decorrentes de outras culturas que realizam uso mais intensivo do solo. Isso pode ser explicado pela duração do ciclo do eucalipto, que tipicamente é entre seis a sete anos, o que permite que o solo fique praticamente sem movimentação durante esse período, e favorece o acúmulo de sedimentos vegetais e o desenvolvimento do sub-bosque, resultando proteção da superfície do solo (MARTINS et al., 2003). De fato, em estudo realizado por Ranzini e Lima (2002), as perdas de solo em microbacias reflorestadas com eucalipto foram consideradas pouco significativas em comparação com as perdas de solo em uma mata nativa.

Impactos sobre a biodiversidade

Outro aspecto controverso diz respeito aos impactos sobre a biodiversidade decorrentes do cultivo de eucalipto, principalmente devido à extensão da monocultura. Para Viana (2004), a ausência ou pouca diversidade de espécies animais nessas áreas é a mais inquestionável de todas as críticas que se faz à espécie vegetal.

Quando uma floresta de eucalipto é plantada em área de vegetação natural, ou seminatural, certamente acarretará impactos negativos sobre a fauna e a flora local, principalmente pelas sombras causadas, pela competição por água e nutrientes, devido às perturbações no solo, e aos efeitos alelopáticos sobre o solo (POORE & FRIES, 1985).

Contudo, o eucalipto pode ser uma boa opção para ajudar na recuperação da cobertura florestal em áreas degradadas tanto pela pecuária quanto pela agricultura intensiva (EMBRAPA, 2014).

De qualquer forma, ao se avaliar os impactos de um plantio de eucalipto é preciso considerar o uso anterior, ou o uso alternativo do solo. E, para grande parte dos potenciais impactos negativos do plantio de eucalipto, o manejo adequado e o respeito à legislação, principalmente quanto às áreas de preservação permanente, à reserva legal e à recuperação de matas ciliares, podem ser suficientes para sua minimização (ALCIDES & PEREIRA, 2007).

 

8       Certificação Florestal

Segundo o IBA (2016), as empresas do setor florestal buscam a certificação para demonstrar a sustentabilidade da cadeia produtiva de árvores. Com a certificação comprova-se que o manejo florestal é conduzido de forma responsável, com adoção de melhores práticas, e respeito aos direitos básicos dos trabalhadores, produtores, e da população da região. Obter a certificação é condição necessária para acesso a certos mercados, mesmo no Brasil. Essas certificações são atribuídas por organizações independentes, como o FSC – Forest Stewardship Council, e o PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes, representado no Brasil pelo CERFLOR – Programa Nacional de Certificação Florestal; são os dois esquemas mais importantes, na área florestal, em todo o mundo.

Ainda segundo o IBA (2017), no Brasil, 5,4 milhões de hectares com plantios de árvores são certificados na modalidade manejo florestal (todos os gêneros de árvores). Esse total inclui, além da área produtiva, áreas de conservação e destinadas a outros usos existentes nos empreendimentos. Se considerada apenas a área ocupada por árvores plantadas, o total certificado é 3,1 milhões de hectares. Da área com árvores plantadas, 1,5 milhão de hectares são certificados pelo FSC, 0,2 milhão de hectares pelo CERFLOR, e 1,4 milhão de hectares são certificados tanto pelo FSC quanto pelo CERFLOR (IBA, 2017).

Embora alguns mercados exijam a certificação, ela é voluntária. A certificação pode ser obtida tanto para o manejo florestal quanto para a cadeia de custódia do empreendimento, o que garante a rastreabilidade na cadeia, da produção de matéria prima até o consumidor final; em 2016, estavam válidos 1.140 certificados de cadeia de custódia no Brasil. A certificadora observa e avalia se o empreendimento florestal cumpre as exigências ambientais, econômicas e sociais relacionadas, e se há conformidade com princípios e critérios preestabelecidos (ABRAF, 2013). O monitoramento da operação florestal é realizado ano a ano.

 

9       Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF)

A iLPF é uma estratégia que visa a produção sustentável, integrando atividades agrícolas, pecuárias e florestais –na mesma área –, podendo ocorrer em consórcio, sucessão ou rotação. O objetivo é tirar proveito de efeitos sinérgicos dos agroecossistemas, por exemplo, otimizando os ciclos biológicos das plantas e dos animais, o uso dos insumos e de resíduos (BALBINO et al.,2011).

De acordo com Ferreira et al. (2012), o eucalipto tem se destacado como componente arbóreo em sistemas iLPF, pois apresenta grande número de espécies e vários híbridos interespecíficos, possibilitando a seleção de materiais genéticos direcionados para cada finalidade, bem como espécies mais adequadas às diversas condições de clima e solos. Para isso, faz-se necessário o planejamento da implantação do sistema de produção em integração, baseando-se principalmente no espaçamento e manejo do componente florestal.

Em sistemas integrados o espaçamento entre as linhas de plantio das árvores deve ser mais amplo, de modo a não comprometer com sombreamento a produção do componente agrícola e/ou forrageiro, além de promover melhores condições de microclima para os animais.  De acordo com Silva et al. (2008) apud Ferreira et al. (2012), os sistemas de integração que têm como objetivo principal a produção de madeira podem ter menor distância entre os renques de árvores ou aumentar o número de linhas em cada renque. Já o contrário deve acontecer em sistemas nos quais se preconiza a atividade agrícola e/ou a pecuária. A tabela a seguir apresenta as características do espaçamento em sistemas integrados, conforme o uso da madeira.

Características dos espaçamentos em sistemas iLPF de acordo com o uso final da madeira.

Em sistemas iLPF é importante observar técnicas de manejo adequadas, visto que as características diferem dos sistemas com maior adensamento. A maior incidência de luz ocasiona a ausência de desrama natural, processo essencial para produção de madeira de qualidade, com maior valor comercial. Isso ocorre porque os ramos prejudicam o crescimento vertical ereto da planta, formando nós que provocam distorções na orientação da fibra. Logo, faz-se necessário o processo de desrama artificial.

O desbaste também é uma prática de manejo muito importante para melhorar a qualidade da madeira em sistemas de integração, e consiste na retirada de árvores da área com o objetivo de manter a qualidade de um ou mais componentes do sistema e sua produtividade ao longo do período de crescimento. Neste processo, são obtidos troncos de melhor qualidade, com diâmetros de fuste elevados no final do ciclo de produção, juntamente com uma produtividade satisfatória dos componentes forrageiro e agrícola (FERREIRA et al., 2012).

Atualmente, estima-se que o Brasil possua 11,5 milhões de hectares de áreas com sistemas iLPF (Rede ILPF, 2017), área que cresce a uma taxa média anual de 21% a.a. A região Centro-Oeste é a que possui a maior área com integração, especialmente nos estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, com 2,1 milhões e 1,5 milhão de hectares de áreas de iLPF, respectivamente, seguidos do Rio Grande do Sul (com aproximadamente 1,4 milhão de hectares). É estimado que 83% dos sistemas existentes são do tipo integração lavoura-pecuária, e apenas 17% incluem integração com florestas; a integração dos três sistemas corresponde a apenas 9% do total iLPF (Rede ILPF, 2017).

 

10       Procedimentos relativos ao Zoneamento Agroecológico (ZAE) do Eucalipto

Em breve, mais informações.

 

11       Instituições de referência

Entidades de classe

Instituto Brasileiro da Árvore (IBÁ): representa 60 empresas e nove entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas.

Informações a partir da página web: http://iba.org/pt/

Telefone geral: (11) 3018 7800

Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS): associação representativa do setor florestal, com participação ativa na elaboração e formulação de propostas para o Poder Público.

Informações a partir da página web: http://www.sbs.org.br

Telefone geral: (11) 3719-1771 / (11) 3733-8647

 

Instituições de pesquisa

Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF): associação criada em 1968 e que realiza pesquisas, estudos específicos, coordenação e implementação de ações para associados da área florestal, contribuindo para a melhoria da qualidade das florestas. Fisicamente, está dentro do campus da ESALQ/USP, em Piracicaba.

Informações a partir da página web: http://www.ipef.br/

Telefone geral: (19) 2105 8600

 

Embrapa Florestas: Criada em 1978, atua de forma cooperativa com universidades, instituições estaduais de pesquisa, empresas de assistência técnica e de extensão rural, organizações não-governamentais, empresas e associações do setor privado, poder público, instituições internacionais, produtores e suas associações, cooperativas entre tantos outros importantes parceiros.

Informações a partir da página web: https://www.embrapa.br/florestas

 

Centro de Inteligência em Florestas: ação estruturante do Sistema Agroindustrial de Base Florestal, instituído pelo Polo de Excelência em Florestas, financiado pela FAPEMIG, com a finalidade de subsidiar iniciativas públicas e privadas de apoio, de desenvolvimento sustentável e de investimentos no setor. Também é referência na divulgação e veiculação de informações sobre o agronegócio florestal.

Informações a partir da página web: http://www.ciflorestas.com.br

 

Sociedade de Investigações Florestais (SIF): Criada em 1974 pela parceria entre a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e as principais empresas florestais do Brasil, a SIF visa dar suporte ao desenvolvimento das pesquisas e da qualificação profissional a partir de projetos de cunho científico, econômico e socioambiental. Todo o conhecimento gerado é disponibilizado à sociedade na forma de publicações, através da Revista Árvore, do Jornal SIF, boletins e website.

Informações a partir da página web: http://www.sif.org.br/

 

Outras fontes de informação

Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF): sistema de identificação, registro e análise de informações associadas às florestas naturais e plantadas do Brasil, que objetiva colecionar, produzir, organizar, armazenar, processar e disseminar dados, informações e conhecimentos sobre as florestas e o setor florestal, de modo a subsidiar projetos e políticas que conciliem o uso e a conservação das florestas do Brasil.

Informações a partir da página web: http://www.florestal.gov.br/snif/

 

12       Referências do texto

ABRAF – Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas. Anuário estatístico ABRAF – ano base 2012. São Paulo: ABRAF, 2013. 142 p.

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[1] Ver Mora e Garcia (2000) e Foelkel (2005) para detalhes da história do eucalipto no Brasil.

[2] Há significativa diferença entre os dados e as informações do IBA e do IBGE. Por exemplo, em 2015 os dados do IBGE para a área florestal plantada (total) são 27,4% maiores do que os apresentados pelo IBA (21,1% maiores em 2014), sendo 32% maiores no caso das áreas de eucalipto e 30% no caso das áreas plantadas de pinus. A hipótese é que o IBGE apresente resultados baseados em declarações de proprietários de terras, e inclua áreas plantadas que não têm madeira que se pretenda utilizar comercialmente em curto prazo. Nos levantamentos anuais feitos pelo IBGE, a informação é coletada por amostragem. Já as informações do IBA são majoritariamente baseadas em seus associados.

[3] Para valores, ver Rocha et al. (2015) e ECN (2012).

[4] O INCAF é o Índice Nacional de Custos da Atividade Florestal, desenvolvido pela empresa Pöyry por considerar que, no Brasil, os índices de preços usuais não refletem adequadamente a inflação no setor de florestas plantadas

[5] A partir do câmbio considerado pelos autores (1,81 R$/US$), e corrigindo o custo resultante em R$ pelo INCAF-R$, os custos estimados em 2016 variam entre 6,50 e 10,20 R$/m3 em terrenos de menor e maior declividade, respectivamente.

[6] A partir do câmbio considerado pelos autores (1,80 R$/US$), e corrigindo o custo resultante em R$ pelo INCAF-R$, os custos estimados, em 2016, variam entre 6,30 e 6,70 R$/m3.

[7] Para uso múltiplo são maiores os custos em função de cuidados adicionais, dado o uso posterior da madeira.